E-book “Eu sou o caminho”

Todos nós em algum momento ou vários nos deparamos com a relação ou não relação connosco próprios, o compromisso ou falta dele. E a famosa disciplina para instituir novos hábitos na nossa vida.

Em plena lua nova de caranguejo, dia 4 de julho de 2016, eis que dou por mim a escrever assim desalmadamente. Tinha o propósito de satisfazer esta vontade imediata de derramar palavras que começaram a ganhar forma e estrutura. E depressa surgiu a ideia de criar um mini-livro com conceitos muito simples e por vezes tão complexos de serem integrados e vividos no nosso dia a dia.

Falo de mim, a minha perspetiva sob as minhas lentes, aquelas com que perceciono o mundo. O meu mundo acima de tudo e também daqueles que assisto pelo trabalho que desenvolvo com pessoas.

É apenas uma abordagem curta de 10 páginas, um cheirinho…. para Despertares um pouco mais, para deixar uma semente, na consciência que TU és o teu caminho.

E como a inspiração não veio só em palavras e na escrita quero também brindar-te com NOVIDADES!

Podes marcar uma sessão gratuita de 30 minutos, por skype. Aí vais poder olhar para ti, onde estás e para onde queres ir. É uma sessão de diagnóstico e reflexão sobre a tua vida. Fica o convite. Para marcares a tua sessão deverás contactar-me para o e-mail, que está mencionado.

Para receberes o e-book basta clicares no botão abaixo e preencheres o formulário com o teus dados.

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Comentários e testemunhos são bem-vindos, pelo que se sentires vontade de expressá-los podes enviar-me para o e-mail: clai.colher@gmail.com

Boas leituras e diverte-te no Teu caminho!

Trabalho

Gosto da premissa “Arranja um trabalho que ames e nunca mais terás de trabalhar”. Frase esta tão simples, e por vezes tão complexa e irrealista.

Muitos de nós podemos estar no trabalho que escolhemos, outros nem tanto, tendo sido as circunstâncias da vida que proporcionaram tais escolhas. O certo é que estamos a desempenhar um determinado trabalho, tarefas, umas que gostamos, outras nem tanto, mas que precisam ser executadas.

As pessoas que estão a desenvolver o trabalho que escolheram como área ideal e mesmo as que não escolheram ou tiveram hipótese certamente já se sentiram saturadas, desmotivadas, ou a “obrigação” de ter de ir trabalhar.

Como é que de repente um “trabalho que amo” se torna um fardo tão pesado? Ou “como é que posso amar um trabalho que não escolhi e que preciso para garantir o meu sustento?”

A necessidade de garantir o sustento, de ter de pagar as despesas ao final do mês, de manter determinado nível económico para pagar todos os encargos, cumprir objetivos financeiros no trabalho onde se está, são por vezes “pesos” que carregamos umas vezes conscientes outras inconscientes e que nos desgastam, fazendo-nos perder o ânimo inicial.

 

Gosto de perguntar, se tivesses os recursos económicos e a abundância necessária para não teres de te preocupar nem trabalhar, o que farias? Qual o teu sonho, o que te dá entusiasmo do fundo do coração?

Trabalho está diretamente associado com uma retribuição financeira, um reconhecimento pelo tempo e dedicação envolvida durante um período de tempo. Costuma-se dizer “tempo é dinheiro” no mundo empresarial. E é neste mecanismo que a sociedade está educada para funcionar. A crise veio-nos mostrar que as fórmulas usadas estão decadentes e aproximou pessoas, fê-las trabalhar de forma mais cooperante para que sobrevivessem. O espírito de interajuda abriu-se e perante as fragilidades de mercado as pessoas viram-se “obrigadas” a mostrar as suas vulnerabilidades, a pedirem ajuda e a dar ajuda. E o melhor, sentiram-se bem com isso. Houve um resgate do lado humano que reside em cada um de nós. Há ainda muito trabalho pela frente… E esta é só a minha perspetiva sobre os factos 😉

Defendo que estamos sempre no lugar certo, na hora certa. Temos sempre duas formas de olhar para o que nos acontece, com aceitação ou resistência.

Se estou no trabalho que amo, quando é que o deixei de amar e porquê? Ao que é que resisto? O que continuo a fazer igual à espera de resultados diferentes? São perguntas que temos fazer a nós próprios e que adiamos fazer, arranjamos todas as desculpas do mundo para não as fazer.

Se estou num trabalho que não escolhi e que não amo, mais fácil se torna de responder. “Só estou aqui, porque preciso de um salário”. Pergunto, será? Estás aí e não noutro sítio qualquer, alguma coisa tens a aprender.

Se fizermos uma reflexão sobre os vários trabalhos que fomos fazendo ao longo da vida, se procurarmos o que mais gostamos de fazer no trabalho em que estamos atualmente, conseguimos identificar o que mais gozo nos dá fazer, quais os nossos pontos fortes. Precisamos de resgatá-los, usá-los mais para alimentar o nosso entusiasmo.

Quando me fecho à vida e mantenho a frase de “não gosto do que faço” resisto e não consigo apreender as oportunidades que me estão a ser dadas para crescer, nem consigo retirar as lições que preciso para me melhorar enquanto ser humano.

Outro dos fatores que vão para além do reconhecimento do trabalho pela retribuição monetária, é o reconhecimento do valor pessoal. Se o meu trabalho é reconhecido pelo “patronato”, “clientes”. Quanto maior for a minha insegurança em relação ao meu valor pessoal, maior será a necessidade do reconhecimento exterior para que valide o meu desempenho e capacidades. E assim entrego o meu poder ao exterior para que me validem.

 

É claro que somos humanos a fazer o nosso melhor todos os dias, podendo ser o nosso pior. E o maior juiz somos sempre nós, o exterior apenas valida a realidade que criámos na nossa mente. Todos e cada um de nós já sentiu por momentos estes “pesos” pesados respeitante ao trabalho que desenvolve.


Algumas dicas para encarar o trabalho com Amor:

  1. Ama o que faz. Por mais desafiante que possa parecer a tarefa que tens para executar, rende-te a ela. Envolve-te como uma criança curiosa, como se fosse um jogo.
  2. Presença. Está presente no que estás a fazer, sem pensar no que tens de fazer a seguir ou no que acabaste de fazer. Mantém o foco. Se for difícil faz uma pausa. Respira fundo 2 a 3 vezes e retoma com a intenção de estares presente.
  3. Faz sem esperares nada em troca. A expetativa de um determinado resultado e/ou exigência de resultados cria pressão sobre o que estamos a executar. Ainda que haja um objetivo a ser cumprido constrói na tua mente “eu vou fazer o meu melhor, usando as minhas habilidades e é tudo o que preciso, o resto já não depende de mim”.
  4. Abraça os desafios. As grandes oportunidades às vezes vêm embrulhadas em papel de jornal amarrotado e se as encararmos como aprendizagens tornam-se mais leves, não há erro, apenas experiências.
  5. Agradece. Agradece por cada tarefa executada. Por cada desafio ultrapassado, pela dedicação e tempo que colocas em cada coisa e entrega ao alto. Confia na vida.