A Escola!

A minha maior escola chama-se viver. É aí que aprendo, que faço escolhas, tomo decisões. É aí que me denuncio.

As várias personagens vão emergindo no palco para representarem os seus papéis. A crítica, a julgadora, a compassiva, a ditadora, a amorosa, a inflexível, a cuidadora, a palhaça, a tímida, a extravagante, a sedutora, a líder, a preguiçosa, a impecável. Um verdadeiro elenco de contrastes e parodoxo que me definem como humana, a aprender.

É aí que desalinho, que caio, que sou bem sucedida, que desequilibro e equilibro, numa verdadeira dança.

E o que é importante no final de tudo? Poder olhar-me com todas as partes, sem que elas me definam. Aceitar tal como se apresenta o elenco no palco. Parece fácil?!

Pois depende dos olhos que observam, do quanto consegues amar o todo imperfeito que te habita. Mas esse é o treino, a prática momento a momento.

Porque a partir do momento que observas, o objeto observado amplia-se, crias espaço, distanciamento. E o significado vai-se alterando.

Melhorar? Sim, sempre. Chama-se evolução. Somos seres em movimento, em devir. Faz parte da condição. E também isso é preciso aceitar. E conferir entendimento à mudança, estamos a torná-la mais pacífica. Ganhamos consciência, tornamo-nos responsáveis por tudo o que nos acontece e atraímos. Afinal somos os criadores da nossa vida! Assumires esse comando, faz-te olhar com uma nova percepção e começares a conduzir a direção da tua vida.

O que tu queres? Como queres que a vida te viva. O que queres colocar nela? Como queres responder ao que te acontece?

Claro que há cargas que transportamos. Da nossa genética, da herança familiar, da cesta cultural de onde nascemos, da socialização, da influência que recebemos a todo o instante do sistema onde estamos inseridos. E são essas identificações muitas vezes inconscientes que têm de se revelar para que as possamos deixar cair e soltar. Tantos padrões, medos, conceitos que reproduzimos, repetimos e que não nos pertencem, que nos aprisionam. Esse é o trabalho. Subtrair, libertar, soltar.

Só assim podes ser mais livre na expressão de quem és. Cuidar da tua mente, aliviar a agitação mental, neutralizar a roda viva das emoções gerada pelo pensamento, cuidar do corpo físico.

A pouco e pouco vais conseguindo estar mais presente, no único lugar que existe, o agora. Aí mora a espontaneidade, a conexão, o sentir.

E agora como traduzir isto na prática? ficam algumas dicas:

  1. Alimenta a tua mente de coisas saudáveis. Elimina os noticiários e programas de tv que promovem o fatalismo, a violência. Escuta música de qualidade, harmoniosa que carrega a tua energia, livros, conversas, hobbies. Inclui momentos de contemplação e silêncio na natureza, em casa, medita, nem que seja 5 minutos por dia; Dá férias à tua mente.

2. Expressa as tuas emoções, conversando com amigos, familiares, pintando, escrevendo, dançando. Põe cá para fora, arranja a tua melhor forma de o fazer. Tudo o que conténs e não expressas vai sobrecarregar o teu corpo físico, os problemas de estômago, intestino, garganta, tensões acumuladas nas costas, articulações. Manda cá fora!

3. Faz exercício físico. Mexeres o corpo ajuda a criar movimento e circulação da tua energia. Permite que possas escoar e libertar tensões até inconscientes e estás a produzir hormónios que vão aumentar alegria, motivação e prazer na tua vida. Alimenta prazer na tua vida.

4. Alimenta-te de variedade. É sagrado o tempo das refeições, em que estás a prover o teu corpo de alimento/ energia, combustível para que ele funcione. Escolhe alimentos vivos, menos processados, prepara com tempo e come com tempo. Vais responder à vida com o mesmo cuidado que te proporcionas. Cuida-te!

5. E por último e tão importante. Dá sentido ao que fazes e cria sentido no que fazes. Sentires-te útil e que estás a contribuir para o bem maior. Que a tua parte é importante, a tua assinatura única é indispensável no meio onde estás é a recarga fundamental para uma vida de propósito e com propósito. Vive com propósito!