A Profissão: Bailarina Có(s)mica :)

A vida é cíclica já diz a natureza com a dança que nos apresenta. Ainda que os ciclos se repitam nada se repete. E é preciso deixar ir, para que o novo emerja.

Ontem morreu em pleno cumprimento de funções a varinha mágica.

Paz ao seu espírito por se ter cumprido.

Hoje entra ao serviço uma nova varinha mágica, diz que é Bosch e clever mixx. Bem-vinda!

(há que lhe chame Marte em Carneiro) Onde é que eu ia….

Upgrade da varinha mágica! Isso!São tantas as cartas de tarot, os arquétipos contidos em cada imagem da tela, que basta apenas ficar a observar os downloads que estão à disposição.Dizia eu…. quando era criança que quando crescesse queria ser bailarina, advogada e professora

No sentido literal não fui nenhuma dessas profissões. Contudo, fui todas elas em diversos contextos. Em separado, em simultâneo e de tantas maneiras.A morte da varinha mágica veio simbolizar um fim de ciclo. E não há princípio nem fim…. como dizia um namorado lá de bem atrás “Estamos sempre a já ter sido”. Cabem tantos significados nesta frase que nem vale a pena perder o tempo a definir. Então ela, que é de Ação, 1° faz e depois acomoda… coisas de Fogo.

Começara na quinta-feira dia 25 de junho a nova Profissão, mas ainda não sabia. Na 2ª sessão alguma claridade começava a emergir

mas isso é só agora… que no momento seguinte já ganhou certamente outra Forma.Txa txa ra ram… BAILARINA CÓ(s)MICA

Digam lá que não tem cenário?!

Vem dançar comigo!

Como é que funciona a coisa na prática, na linguagem mais comum para que não fiques a pensar que te estás a preparar para alguma concurso para seres famoso, com a carteira cheia de dinheiro e como atrair a mulher/ homem dos teus sonhos…

(what?) Para esse tipo de estrela tens a Endemol, Tvi, SIC e tantos outros canais…Aqui o canal é outro e a Dança? És TU o CONdutor. És tu que defines o teu ritmo, temas e questões… afinal a vida é Tua para que a vivas pelos teus próprios pés.

É mais ou menos o trabalho do coach que te acompanha, desafia e auxilia a alcançar os teus objetivos e sonhos… só que não

Sabe lá a tua mente pequena querer alguma coisa a não ser atrapalhar?! Então sim… atravessemos esses véus bailando das infinitas maneiras que o Dançar possa conter… não é importante definir o significado da Dança. Apenas dançar, fluir, soltar no movimento contínuo de receber e soltar.Já te deixei confuso/a o suficiente? Ótimo!

Reunir as partes para que te compactes em ti e fiques em casa, estando em qualquer lugar e possas brilhar na tua autenticidade.

Sessões presenciais ou online, 1h15 em Faro, no Ponto!

Mais info / marcação de sessão: Clai.colher@gmail.com / t. 962 513 852

As armadilhas da mente

Pois bem querida mente, de onde vêm as tuas conversas que desorientam, na tentativa absurda de orientação?

Estás sempre a prever cenários dramáticos de destruição, de que o meu mundo pode ruir a qualquer momento. Se quiser ir para a esquerda ai que os outros vão chamar-te louca rejeitar-te, se fores para a direita ai que te vai faltar o sustento. E com tantas armadilhas pelo caminho, mais vale mesmo ficares sossegada no conforto do sofá, com o comando na mão. Afinal estás no comando. Estás a decidir pela tua segurança, estás a manter-te a salvo. Iupi!

Afirmas  verdades absolutas, certezas inquestionáveis, de que o caminho é sempre em frente, sem desvios, nem atalhos. Ignoras e contrapões tudo o que é novo e disruptivo. Há que ter o controlo, ter o comando.

E quando te atreves a sonhar?! Ficas-te mesmo por aí em mar alto, na viagem dos cenários terríveis da tempestade, a temer o pior e a criar todo o tipo de desfecho.

E de onde vem essa animação toda da mente? Dos arquivos das tuas memórias subconscientes, da informação que foste gravando dos conhecimentos que recebeste, das experiências que correram mal, do que observaste das histórias dos outros.

E onde alojas também parte dessa informação? Na tua mente, intelecto e vontade. Reflete-se na tua visão, a forma como olhas o mundo, no chackra do 3º olho. A digestão que fazes do que recebeste, influencia pois o teu chackra do plexo solar e vai ditar como te relacionas com o teu Poder e Vontade.

O ego é a principal faculdade com que o ser humano fragmenta a unidade consigo mesmo e o resto da existência. O abuso do ego é a principal maneira pela qual as pessoas rompem com a Essência, criam e perpetuam doença.

A necessidade de ser amado, de se sentir pertença começa logo na tenra infância, e é aí que o ego começa a ser formado nesse instinto de sobrevivência e assumir o comando da personalidade. Como tenho de ser para que me amem, para que vejam, para que validem e possa fazer parte do clã?

A destrinça entre o Eu Essência e o Ego passa a ser tão gigante, a perpetuação da dualidade dentro, que deixa-se de saber que Voz é esta que se manifesta, se é a visceral de sobrevivência da personalidade ou da vontade do coração.

É preciso Quebrar! Percorrer a estrada desconhecida que rompe com os medos da personalidadezinha. Deixar ir o controlo, da ilusão da segurança externa e do controlo em si. Denunciar amorosamente os monstros que habitam dentro de perda, de desadequação, de rejeição e abandono. E quando não houver mais nada, ficar aí no vazio e descansar no silêncio.

É um caminho. De desapego de conceitos, crenças, valores, em que se vai treinando pouco a pouco. E para isso há que ativar a observação interna para escutar as vozes que se manifestam diariamente dentro. Se estás em piloto automático, a fazer, sempre em ação, não vais conseguir ouvir, ou se ouvires, não vais escutar e vais prolongar o ritmo de sempre. A mente quer estar no comando, logo não é conveniente que pares para escutar essas vozes limitantes.

Há que ir às profundezas do ser para conhecer os seus mecanismos e poderes ter um papel ativo. Sim vais encontrar resistências. Vais descobrir novos medos. Quem vou ser eu se abandonar estas verdades que regeram toda a minha vida até aqui? E se ninguém me reconhecer mais? Elas podem-me limitar, mas já aprendi a lidar com elas, e se não gostar do que vier a seguir? Não quero a dor, mas quem sou eu sem a minha dor? O que vou colocar no lugar?

Perguntas que tiram o chão debaixo dos pés, sem garantias que vai continuar a haver chão. E se houver mais chão, mais caminhos, mais possibilidades, para quê ficar na gruta, quando tens um mundo pela frente para conhecer. O infinito e mais além?

Já dizia Nelson Mandela, o que nos assusta não é o medo de sermos inadequados, mas podermos ser poderosos e brilhantes no esplendor máximo.

Interessante as armadilhas que o ego nos apresenta para nos reduzir. O ego é a nossa faculdade de pensamento volitivo, ou a nossa escolha de pensamento auto-consciente. As suas atividades incorporam também as nossas estruturas do inconsciente. Tem capacidade para discriminar, seleccionar, mas não cria. O ego pode apenas juntar conhecimento, memorizar, repetir, copiar, classificar, induzir, deduzir e fazer escolhas. O ego é apenas uma partícula da consciência, muito mais vasta, que a pessoa tem do universo.

Ele tem extrema utilidade e o propósito é aliar o Ego à Essência. Integrá-lo com a consciência maior para que esteja ao serviço da essência, exercendo as suas funções de escolha e discernimento e não de comando da personalidade.

Observando a raiz da palavra “Ego” que vem do grego,  representa “eu”,  “identificação” e  contração da palavra “terra”. Muitas tradições metafísicas consideram o eu como elemento análogo ao olho físico e buscam o desenvolvimento através da faculdade da visão. Em certo sentido, o ego representa o olho sobre a terra, que percebe e interpreta a realidade. O ego em estado saudável torna-se o olho da Essência.

Aquele que observa permite que flua, sem se identificar com o observado. Aceita pois o eterno movimento de contração e expansão, dando utilidade para o próximo passo no caminho.

Esse é o treino da desprogramação das correntes que te aprisionam, para que possas voar.

A Escola!

A minha maior escola chama-se viver. É aí que aprendo, que faço escolhas, tomo decisões. É aí que me denuncio.

As várias personagens vão emergindo no palco para representarem os seus papéis. A crítica, a julgadora, a compassiva, a ditadora, a amorosa, a inflexível, a cuidadora, a palhaça, a tímida, a extravagante, a sedutora, a líder, a preguiçosa, a impecável. Um verdadeiro elenco de contrastes e parodoxo que me definem como humana, a aprender.

É aí que desalinho, que caio, que sou bem sucedida, que desequilibro e equilibro, numa verdadeira dança.

E o que é importante no final de tudo? Poder olhar-me com todas as partes, sem que elas me definam. Aceitar tal como se apresenta o elenco no palco. Parece fácil?!

Pois depende dos olhos que observam, do quanto consegues amar o todo imperfeito que te habita. Mas esse é o treino, a prática momento a momento.

Porque a partir do momento que observas, o objeto observado amplia-se, crias espaço, distanciamento. E o significado vai-se alterando.

Melhorar? Sim, sempre. Chama-se evolução. Somos seres em movimento, em devir. Faz parte da condição. E também isso é preciso aceitar. E conferir entendimento à mudança, estamos a torná-la mais pacífica. Ganhamos consciência, tornamo-nos responsáveis por tudo o que nos acontece e atraímos. Afinal somos os criadores da nossa vida! Assumires esse comando, faz-te olhar com uma nova percepção e começares a conduzir a direção da tua vida.

O que tu queres? Como queres que a vida te viva. O que queres colocar nela? Como queres responder ao que te acontece?

Claro que há cargas que transportamos. Da nossa genética, da herança familiar, da cesta cultural de onde nascemos, da socialização, da influência que recebemos a todo o instante do sistema onde estamos inseridos. E são essas identificações muitas vezes inconscientes que têm de se revelar para que as possamos deixar cair e soltar. Tantos padrões, medos, conceitos que reproduzimos, repetimos e que não nos pertencem, que nos aprisionam. Esse é o trabalho. Subtrair, libertar, soltar.

Só assim podes ser mais livre na expressão de quem és. Cuidar da tua mente, aliviar a agitação mental, neutralizar a roda viva das emoções gerada pelo pensamento, cuidar do corpo físico.

A pouco e pouco vais conseguindo estar mais presente, no único lugar que existe, o agora. Aí mora a espontaneidade, a conexão, o sentir.

E agora como traduzir isto na prática? ficam algumas dicas:

  1. Alimenta a tua mente de coisas saudáveis. Elimina os noticiários e programas de tv que promovem o fatalismo, a violência. Escuta música de qualidade, harmoniosa que carrega a tua energia, livros, conversas, hobbies. Inclui momentos de contemplação e silêncio na natureza, em casa, medita, nem que seja 5 minutos por dia; Dá férias à tua mente.

2. Expressa as tuas emoções, conversando com amigos, familiares, pintando, escrevendo, dançando. Põe cá para fora, arranja a tua melhor forma de o fazer. Tudo o que conténs e não expressas vai sobrecarregar o teu corpo físico, os problemas de estômago, intestino, garganta, tensões acumuladas nas costas, articulações. Manda cá fora!

3. Faz exercício físico. Mexeres o corpo ajuda a criar movimento e circulação da tua energia. Permite que possas escoar e libertar tensões até inconscientes e estás a produzir hormónios que vão aumentar alegria, motivação e prazer na tua vida. Alimenta prazer na tua vida.

4. Alimenta-te de variedade. É sagrado o tempo das refeições, em que estás a prover o teu corpo de alimento/ energia, combustível para que ele funcione. Escolhe alimentos vivos, menos processados, prepara com tempo e come com tempo. Vais responder à vida com o mesmo cuidado que te proporcionas. Cuida-te!

5. E por último e tão importante. Dá sentido ao que fazes e cria sentido no que fazes. Sentires-te útil e que estás a contribuir para o bem maior. Que a tua parte é importante, a tua assinatura única é indispensável no meio onde estás é a recarga fundamental para uma vida de propósito e com propósito. Vive com propósito!

Desconstrói o teu ser

Questiona as tuas certezas, as tuas verdades. Se o canhão aponta numa direção, coloca-te no lado contrário. Observa os diferentes prismas. Reiventa. Faz o teu próprio cenário. Desconstrói.

Não há fórmulas mágicas que ditem o que é melhor para ti. Tudo requer empenho, dedicação e treino. E se por um lado a disciplina e treino te levam à excelência, a integrares rotinas e crenças, as mesmas requerem atualização permanente.

Aquilo que te serve hoje pode não te servir mais amanhã. E que bom que ontem te foi útil e que permitiu que chegasses ao hoje para possas evoluir para o novo amanhã. Parece fácil.

Abaixo os hábitos que nos fixam

Contudo, somos animais de hábitos e quando eles se instalam, ficamos aí acomodados, fixos e não nos damos conta que já deixou de servir. Sabemos que deixa de servir quando o incómodo começa a surgir, quando há uma inquietação que começa a dar comichão e agitar o lugar onde estamos fixos.

Então no que é que ficamos? Não ficamos. Continuamos em movimento contínuo. Treino agora para instalar hábitos mais saudáveis e quando os integro, usufruo, atualizo e transformo.

Precisamos da novidade! É com o novo que vamos avançando, evoluindo degrau a degrau para novos patamares desconhecidos dentro de nós. Essa é a caminhada de encontro.

Muda! E brada aos sete ventos a nova muda que encarnas cada dia

Desconstrói, desformata o que já conheces, remexe-te. Vira-te de cabeça para baixo, muda de perspetiva, de lugar, de cidade, de casa, o caminho que percorres até casa, a forma como lavas os dentes… Provoca-te.

Para quê? Para que possas caminhar livre, desapegado, aceitar o que a vida traz e leva, que possas fluir em graça e com graça. Entusiasmado com cada presente em apreciação.

Abre-te ao fluxo

É preciso subtrair, deixar cair conceitos, pré-conceitos, julgamentos, as ideias do certo e errado, do bom e do bom que vão carregando o nosso sistema tornando-o débil e saturado. São tantas as cargas do que é suposto, esperado que quando dás por ti, deixas de perceber o que gostas, o que te faz bem, estás num estado de adaptação totalmente alheado da tua essência, em piloto automático. E há que afinar o nosso piloto e pô-lo ao nosso serviço para que possas acordar desse estado adormecido e começar a tomar as rédeas da tua vida, criador.

5 Dicas úteis para praticares

  1. Observa a forma como te vestes e reinventa o teu estilo, 1 x por semana permite-te desconstruir a tua imagem e dar-lhe uma nova forma. Se usas sempre as mesmas cores e és muito sóbri@, experimente usar uma peça super colorida. Se és muito desportiv@ e simples, experimenta vestir-te de forma elegante, tacão alto e maquilhada ou fato. Pratica a desformatação de rotinas.
  2. Experimenta atividades novas, arrisca naquelas que aparentemente achas que não tem nada a ver contigo. Pratica a descoberta do novo.
  3. Se és muito arrumado experimenta a desarrumação. Se és muito desarrumado experimenta a arrumação. Pratica a perspetiva.
  4. Viaja para uma cultura diferente da tua, ou permite-te estar com pessoas, eventos completamente diferentes da tua forma de estar. Pratica a abertura e tolerância.
  5. Aproveita as dicas dadas para começares a inventar as tuas próprias, para te continuares a desafiar na mudança de ponto de encaixe e ampliar a tua perceção. Pratica a habilidade de continuares a aprender.

Sou a minha prioridade?

Temos tantas prioridades no dia a dia, compromissos, afazeres a que dar respostas… onde assumo a responsabilidade por mim?

Transportas o teu corpo andante treinado para cumprir o que é esperado, o que te ensinaram como certo e errado e nem lhe perguntas como está, do que precisa?

Afinal o que é isto de ser a minha prioridade? É escutares-te. E para isso precisas de parar para te ouvires. E aí essa voz que vem do coração dir-te-á como estás e o que precisas. Do que reclamam as tensões do teu corpo, como andam as tuas emoções e pensamentos? Tens tempo para te dedicares ao que gostas e te faz bem? Como anda a tua alimentação? Andas a comer alimentos saudáveis ou a compensar com os açúcares, o fast food? Que música, filmes, séries e dinâmicas relacionais te estás a alimentar?

Usa-te como objeto de estudo

A nossa biografia fala da nossa biologia. Somos a herança familiar, a cesta cultural que transportamos. Ela fala dos nossos comportamentos e crenças. Vemos o mundo a partir das nossas lentes, da realidade que trazemos dentro e quando observamos fora, estamos a reinterpretar e a alterar o objeto/ sujeito observado. Então há há que tomar como análise como estão as nossas lentes, limpá-las e treiná-las para que a perceção possa abrir-se mais e mais.

Observa a tua biologia, usa-se como objeto de estudo para que possas evolucionar os teus limites, crenças e comportamentos.

Como se começa

Por onde começar? Seres a tua prioridade. Amares e cuidares mais do ser maravilhoso que és.

Introduzir passo a passo, pouco a pouco hábitos mais saudáveis. Costumo dizer que o exercício físico é um grande pilar. Aí estás diretamente a cuidar do teu corpo físico, mas em simultâneo estás a cuidar dos teus corpos todos. Estás a aliviar as tensões do dia, a descarregar emoções contidas, a colocar corpo em movimento e a gerar circulação de energia, pelo que vai tirar-te da estagnação e o corpo vai produzir substâncias que vão recarregar-te e ativar a alegria e satisfação no teu cérebro. Quão completa pode ser uma atividade física.

Como lidar com o terror da mudança

Qualquer mudança de rotina/ padrão vai gerar desconforto e tensão, pois estamos a destruturar o que está instituído e fixo. Daí que ter bem definido o sentimento, as sensações, as imagens mentais das melhorias que queremos, dos novos resultados é a melhor motivação que podemos criar e alimentar diariamente.

E, claro tudo começa com um pequeno passo, passinho a passinho, colocando a Vontade em pequenas ações, celebrando as aprendizagens, os sucessos. E aí, vais fortalecendo a Vontade, desenvolvendo a compaixão e resiliência por ti, com amor e carinho. Porque vais falhar, vai cair, vais ter deslizes, retrocessos, mas vais suportar-te, vais cuidar-te e continuar caminhando.

Deseja-te o bem

Deseja-te o bem. Intencionando para cada dia o melhor para ti. Começa a praticar diariamente como queres que o teu dia seja. Coloca a intenção e abre-te. Exemplo: “Hoje quero que o meu dia seja de aprendizagem e nutrição”, “Hoje quero que o meu dia seja de brincadeira e boa disposição com os meus filhos”,” Hoje quero que o trabalho seja fácil e fluído”. Experimenta. E quando chegares ao final do dia agradece. Encontra no dia que passou momentos que possas apreciar e sentir-te agradecido. Vai ajudar-te a estares mais presente no aqui e agora. E aumentar o teu nível de apreciação pelo que já és e tens.

E aos poucos vais colocando-te no centro do palco, treinando os teus ouvidos para escutares-te cada vez mais profundamente e vais tornando-te a tua prioridade. A prioridade de te responsabilizares e comprometeres-te contigo.

Inscrições abertas para novo grupo: “Despertar o sonho”

No grupo Colher vais poder olhar-te, ver-te, trabalhar em ti e para ti, suportado por um grupo, onde cada um está a fazer o seu trabalho individual e a assistir, apoiar e desafiar o grupo. Durante 3 meses vais estar num trabalho de descoberta interior, de resgate dos sonhos, foco e muita prática, muita prática. É preciso treinar o corpo, a mente e as emoções para que te possas tornar na pessoa que queres ser para alcançar os teus sonhos e viver na tua verdade com integridade.

Como estão os teus sonhos?

Quantos de nós estamos acomodados nas nossas vidas e rotinas e nem paramos para perceber se estamos a respirar bem, se estamos felizes a fazer o que estamos a fazer, o que poderíamos melhorar. Outros ainda acham que não têm sonhos ou que já atingiram tudo o que se haviam proposto. Há ainda aqueles que dizem trabalhar os seus sonhos e trabalham para os atingir, mas parece que nunca chegam lá. Tarda a ser realizado ou ainda que atingido a satisfação parece efémera, não se saboreia, não se está feliz. O ser humano está sempre em busca, precisa dela para se manter em movimento. Porque isto é vida. Vida é eterno movimento. E quando não se move a energia fica estagnada, não flui. Como as águas de um rio que correm seguindo as correntes, sempre fluindo e seguindo o seu curso. Já vimos o que acontece a águas paradas, apodrecem, cheiram mal. Nas vidas de hoje, movimento não nos falta. Falta-nos é tempo para respirar, respeitar as correntes das águas e o fluxo. Carregamos muitos pesos, andamos cansados e dizemos nunca ter tempo para nada. Porque não nos focamos nas prioridades, porque não nos damos tempo para nos cuidar. E aí em vez de fluirmos com a vida, densificamo-nos, parece que andamos sempre aos soluços e trambolhões. Em tudo é preciso equilíbrio, para que possamos ter qualidade de vida e saborear. A maior parte das vezes andamos em piloto automático e não temos consciência de como estamos, nem sequer do que nos dá prazer, o que nos faz feliz e como mudar o registo.

Coaching de grupo

Através da estrutura do coaching vais trabalhar os teus sonhos pô-los em ação, caminhando para obteres os resultados que queres. Vamos recorrer às artes como ferramentas (dança, música, expressão dramática, escrita, pintura), meditação. Vais sentir-te apoiad@, desafiad@ para descobrires a melhor versão de ti própri@. Se queres saber mais como funciona o trabalho em grupo vê o video aqui.

Programa

I O sonho . Identificar o sonho . Diagnóstico . Definir o objetivo para o caminho II O caminho . Os passos . O espelho e os espelhos . O julgamento / crenças . Libertar / perdoar . Semear . Construir III Resultados . Reflexões . Definição de um plano de ação Horário: segundas-feiras das 20h às 22h30 Local: no Ponto, em Faro Data de início:  3 de fevereiro a 20 de abril Duração: 3 meses (12 sessões) + Info e inscrições: clai.colher@gmail.com / t. 962 513 852

Auto-estima pelo ser que és

Recordas-te quando foi a última vez que te elogiaste sinceramente? Como está a tua auto-estima?

Aposto que mais facilmente recordas o teu crítico interno, aquele que julga e te diz que podias ter feito melhor ou diferente. E na verdade, se olhares para trás e para o presente vais encontrar vários sucessos teus nos mais diversos campos da vida. Espera-se grandes feitos, daí que as pequenas conquistas não se valorizam, passam despercebidas.

Olha bem para a tua história, para o teu percurso e faz o exercício do que atravessaste para chegares até aqui, este momento. Atravessaste dissabores, derrotas, dores que te fizeram crescer e amadurecer e muitos momentos de alegria, vitórias, conquistas. Tudo faz parte do pacote que é viver. E já paraste, para te agradecer?

Reconhece o teu valor

És um/a guerreiro/a que apesar de tudo continua a querer viver, que anseia estar bem, amar, e fazer a paz consigo mesmo. Começa por agradecer o teu percurso com tudo. Estima o ser que és, o teu valor. Se a única certeza que tens é que vais viver contigo aqui, que possas estabelecer a melhor relação de Amor com esse ser maravilhoso que és.

Estima-te! E oiço frases como, “mas eu gosto muito de mim” e “sei que sou a pessoa mais importante da minha vida” e depois na prática a forma como se tratam reflete o oposto. Gosto muito de mim, mas alimento-me de fast food e comida pouco saudável, não me dou o descanso necessário ou que gostaria, não tenho tempo para fazer as coisas que gosto, não priorizo as minhas necessidades, estou sempre a exigir-me mais e mais no trabalho, não consigo dizer não, estou sempre a tomar conta dos outros… Entre estes, tantos exemplos em que nos demitimos de nós mesmos, a ponto de nem sequer saber o que nos faz falta, o que gostamos.

O piloto automático de estar sempre a dar resposta ao ritmo acelerado da vida diária faz com que te desconectes de ti mesmo. Se não paras para te sentires como vais saber como estás e do que precisas?

É preciso parar, dar tempo a ti para te estimares, para sentires o que te faz bem, o que recarrega a tua energia e o que a drena e acima de tudo apreciar o corpo que habitas, amá-lo e nutri-lo. Assumir quando está cansado, frágil e vulnerável, permitir-se estar em cada fase para que possa descansar, soltar emoções e regenerar-se. Isso é Amor. E amar é aceitar todas as partes.

Começa a escrever a tua história de Amor

Reconhece o teu valor, as tuas habilidades e talentos e recorda que és Amor para começares a amar-te cada dia mais. À medida que vais amando mais as tuas partes vais amando mais o todo dentro e fora. Vais poder ver, escutar e sentir mais Amor à tua volta, porque esse és tu e a tua conexão. E contagia-se por todos os que te rodeiam.

Duvidas? Recorda-te da última vez que te apaixonaste e diz-me se o mundo nesse momento não te parecia mais belo, se não te sentias mais amoroso, brilhante e alegre com a vida? Agora imagina se puderes alimentar essa chama de paixão e amor contigo todos os dias, quão amoroso e sorridente poderias estar diariamente… Experimenta. Aplica. Dá-te um elogio todos os dias, aprecia-te e se quiseres acrescenta uma intenção amorosa para o teu dia também. Intenciona como queres que seja o teu dia, desejando o melhor para o teu crescimento e evolução.

E-book “Eu sou o caminho”

Todos nós em algum momento ou vários nos deparamos com a relação ou não relação connosco próprios, o compromisso ou falta dele. E a famosa disciplina para instituir novos hábitos na nossa vida.

Em plena lua nova de caranguejo, dia 4 de julho de 2016, eis que dou por mim a escrever assim desalmadamente. Tinha o propósito de satisfazer esta vontade imediata de derramar palavras que começaram a ganhar forma e estrutura. E depressa surgiu a ideia de criar um mini-livro com conceitos muito simples e por vezes tão complexos de serem integrados e vividos no nosso dia a dia.

Falo de mim, a minha perspetiva sob as minhas lentes, aquelas com que perceciono o mundo. O meu mundo acima de tudo e também daqueles que assisto pelo trabalho que desenvolvo com pessoas.

É apenas uma abordagem curta de 10 páginas, um cheirinho…. para Despertares um pouco mais, para deixar uma semente, na consciência que TU és o teu caminho.

E como a inspiração não veio só em palavras e na escrita quero também brindar-te com NOVIDADES!

Podes marcar uma sessão gratuita de 30 minutos, por skype. Aí vais poder olhar para ti, onde estás e para onde queres ir. É uma sessão de diagnóstico e reflexão sobre a tua vida. Fica o convite. Para marcares a tua sessão deverás contactar-me para o e-mail, que está mencionado.

Para receberes o e-book basta clicares no botão abaixo e preencheres o formulário com o teus dados.

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Comentários e testemunhos são bem-vindos, pelo que se sentires vontade de expressá-los podes enviar-me para o e-mail: clai.colher@gmail.com

Boas leituras e diverte-te no Teu caminho!

Trabalho

Gosto da premissa “Arranja um trabalho que ames e nunca mais terás de trabalhar”. Frase esta tão simples, e por vezes tão complexa e irrealista.

Muitos de nós podemos estar no trabalho que escolhemos, outros nem tanto, tendo sido as circunstâncias da vida que proporcionaram tais escolhas. O certo é que estamos a desempenhar um determinado trabalho, tarefas, umas que gostamos, outras nem tanto, mas que precisam ser executadas.

As pessoas que estão a desenvolver o trabalho que escolheram como área ideal e mesmo as que não escolheram ou tiveram hipótese certamente já se sentiram saturadas, desmotivadas, ou a “obrigação” de ter de ir trabalhar.

Como é que de repente um “trabalho que amo” se torna um fardo tão pesado? Ou “como é que posso amar um trabalho que não escolhi e que preciso para garantir o meu sustento?”

A necessidade de garantir o sustento, de ter de pagar as despesas ao final do mês, de manter determinado nível económico para pagar todos os encargos, cumprir objetivos financeiros no trabalho onde se está, são por vezes “pesos” que carregamos umas vezes conscientes outras inconscientes e que nos desgastam, fazendo-nos perder o ânimo inicial.

 

Gosto de perguntar, se tivesses os recursos económicos e a abundância necessária para não teres de te preocupar nem trabalhar, o que farias? Qual o teu sonho, o que te dá entusiasmo do fundo do coração?

Trabalho está diretamente associado com uma retribuição financeira, um reconhecimento pelo tempo e dedicação envolvida durante um período de tempo. Costuma-se dizer “tempo é dinheiro” no mundo empresarial. E é neste mecanismo que a sociedade está educada para funcionar. A crise veio-nos mostrar que as fórmulas usadas estão decadentes e aproximou pessoas, fê-las trabalhar de forma mais cooperante para que sobrevivessem. O espírito de interajuda abriu-se e perante as fragilidades de mercado as pessoas viram-se “obrigadas” a mostrar as suas vulnerabilidades, a pedirem ajuda e a dar ajuda. E o melhor, sentiram-se bem com isso. Houve um resgate do lado humano que reside em cada um de nós. Há ainda muito trabalho pela frente… E esta é só a minha perspetiva sobre os factos 😉

Defendo que estamos sempre no lugar certo, na hora certa. Temos sempre duas formas de olhar para o que nos acontece, com aceitação ou resistência.

Se estou no trabalho que amo, quando é que o deixei de amar e porquê? Ao que é que resisto? O que continuo a fazer igual à espera de resultados diferentes? São perguntas que temos fazer a nós próprios e que adiamos fazer, arranjamos todas as desculpas do mundo para não as fazer.

Se estou num trabalho que não escolhi e que não amo, mais fácil se torna de responder. “Só estou aqui, porque preciso de um salário”. Pergunto, será? Estás aí e não noutro sítio qualquer, alguma coisa tens a aprender.

Se fizermos uma reflexão sobre os vários trabalhos que fomos fazendo ao longo da vida, se procurarmos o que mais gostamos de fazer no trabalho em que estamos atualmente, conseguimos identificar o que mais gozo nos dá fazer, quais os nossos pontos fortes. Precisamos de resgatá-los, usá-los mais para alimentar o nosso entusiasmo.

Quando me fecho à vida e mantenho a frase de “não gosto do que faço” resisto e não consigo apreender as oportunidades que me estão a ser dadas para crescer, nem consigo retirar as lições que preciso para me melhorar enquanto ser humano.

Outro dos fatores que vão para além do reconhecimento do trabalho pela retribuição monetária, é o reconhecimento do valor pessoal. Se o meu trabalho é reconhecido pelo “patronato”, “clientes”. Quanto maior for a minha insegurança em relação ao meu valor pessoal, maior será a necessidade do reconhecimento exterior para que valide o meu desempenho e capacidades. E assim entrego o meu poder ao exterior para que me validem.

 

É claro que somos humanos a fazer o nosso melhor todos os dias, podendo ser o nosso pior. E o maior juiz somos sempre nós, o exterior apenas valida a realidade que criámos na nossa mente. Todos e cada um de nós já sentiu por momentos estes “pesos” pesados respeitante ao trabalho que desenvolve.


Algumas dicas para encarar o trabalho com Amor:

  1. Ama o que faz. Por mais desafiante que possa parecer a tarefa que tens para executar, rende-te a ela. Envolve-te como uma criança curiosa, como se fosse um jogo.
  2. Presença. Está presente no que estás a fazer, sem pensar no que tens de fazer a seguir ou no que acabaste de fazer. Mantém o foco. Se for difícil faz uma pausa. Respira fundo 2 a 3 vezes e retoma com a intenção de estares presente.
  3. Faz sem esperares nada em troca. A expetativa de um determinado resultado e/ou exigência de resultados cria pressão sobre o que estamos a executar. Ainda que haja um objetivo a ser cumprido constrói na tua mente “eu vou fazer o meu melhor, usando as minhas habilidades e é tudo o que preciso, o resto já não depende de mim”.
  4. Abraça os desafios. As grandes oportunidades às vezes vêm embrulhadas em papel de jornal amarrotado e se as encararmos como aprendizagens tornam-se mais leves, não há erro, apenas experiências.
  5. Agradece. Agradece por cada tarefa executada. Por cada desafio ultrapassado, pela dedicação e tempo que colocas em cada coisa e entrega ao alto. Confia na vida.

 

 

 

 

Disciplina

Faz a tua parte e nada mais te é exigido.

Quantas ideias navegam a nossa mente entre o que foi e o que será. O revivalismo de quando eu era, quando fazia e agora não consigo, não faço, gostava de resgatar esses tempo. O futuro de quando eu for, quando eu tiver isto, serei diferente. Quando atingir determinada meta conseguirei ser do jeito que quero… E anda-se no limbo entre dois tempos que não existem.

Se sou o autor da minha história, tenho de ser o protagonista dela já. No momento presente, aqui e agora. Dar os passos no sentido da construção. Valorizar o que sou agora com todas as qualidades e defeitos. Mas acima de tudo, perceber onde não aceito, onde não respeito, onde mora o conflito que me traz ânsias, que me faz paralisar e que me mantém insatisfeit@. É aí que tenho de observar, cuidar e trabalhar para mudar esse estado para outro que me satisfaça.

É ótimo estabelecer metas, objetivos e agir nesse sentido, dar os passos, focar na direção. Contudo, nós apressados, queremos tudo para já. E depois entramos em guerra connosco. Então se estou a caminhar, a fazer, porquê que não me acontece?

Ora a vida tem tempos para nós diferentes do tempo que queremos. Gosto muito da frase, “não faças muitos planos para vida para não estragar os planos que a vida tem para ti”. E por vezes podemos achar que estamos bem alinhados com os nossos objetivos, mas para lá chegar temos de trabalhar outras áreas, tomar outros trilhos, amadurecer primeiro, para que o objetivo aconteça. E como estamos tão focados no objetivo não olhamos para os outros trilhos que nos estão a ser propostos, não os aceitamos, pois achamos que não encaixa no que traçámos para nós.
Outras as vezes os objetivos não estão alinhados de todo com a voz do nosso coração, pelo que se não for por ali, por mais que tentemos, a coisa não se dá. Mas mais uma vez se escutarmos, a vida vai dando pistas, para nos colocar no caminho que está alinhado connosco.

Mas acima de tudo, a vida pede disciplina. Disciplina com a verdade que ressoa cá dentro. Que os gestos e atitudes e toda a ação transporte essa verdade connosco. Que sejamos responsáveis com as nossas habilidades, que as ponhamos em uso. Que as pratiquemos como o ar que respiramos. É esse o nosso chamado. E temos duas opções: aceitamos a chamada conscientemente e fluímos com ela ou não atendemos a chamada e fazemos a caminho na inconsciência, o que nos leva por vezes a perguntar “porquê isto, porquê a mim?” E continuarão essas questões enquanto os olhos não se abrirem e os ouvidos não despertarem para atender a chamada.

Faz a tua parte, dá o melhor de ti a cada momento. Dá porque é essa a tua condição e prepara-te para receber, sem esperares nada.