Sobre mim

 

Sobre a fundadora:

Cláudia Fonseca é uma sonhadora por natureza. Gosta de inventar e colorir o mundo. Dar novas formas às formas.

Ação, início, fazer acontecer são palavras de ordem para ela… venham desafios. São a praia dela.

Em criança divertia-se a inventar e escrever histórias e poemas, adorava pintar de forma abstrata seguindo o ritmo das músicas que selecionava para o efeito. Dançava imenso e adorava pôr-se frente ao espelho a cantarolar. Fazia programas de rádio com o seu gravador de cassetes, cantava por cima de músicas, numa língua desconhecida (já que inglês não sabia). Tinha uma veia artística muito naive, gostava de construir as brincadeiras, fazia jogos com massas de comer cruas, com palitos, fazia móveis miniatura com molas de roupa e divertia-se a cortar e fazer novos penteados às bonecas, a fazer-lhes roupas com trapos e era professora, dava aulas a um grupo de bonecas e peluches e fazia visitas de estudo com eles.

Foi crescendo e as questões existenciais foram perseguindo-a. Queria perceber do que o mundo era feito, mudar os sentidos às coisas, perceber a utilidade. Sentia que tudo estava fora do lugar, era demasiado complexo, que tinha de haver mais… e tornou-se uma buscadora. Primeiro começou a procurar fora, precisava de criar um sentido, dar sentido. Quis ser bailarina, professora e depois advogada. Era aí que ia conseguir mudar o mundo, trazer justiça e equilíbrio. Contudo, a situação financeira fez com que tivesse de ficar no Algarve e escolher outra opção. Ela sabia que queria ir para a universidade, era um sonho que queria realizar. Então faltava escolher o que iria fazer. Olhou para os currículos e escolheu o curso pelas disciplinas que lhe motivavam, e assim lá foi ela para Ciências da Comunicação. Restava saber o que iria fazer com esse diploma. O curso dava-lhe duas opções, jornalismo e comunicação empresarial. No 2º e 3º anos começa a experimentar o jornalismo escrito e rádio, apaixona-se, mas o embate com a realidade de mercado ajuda-a a decidir que por ali não quer ir, quando faz um estágio numa redação de um jornal regional diário. Por exclusão de partes, restava-lhe a comunicação empresarial, não fazendo ideia do que poderia fazer com isso. No 4º ano, uma professora de publicidade fá-la apaixonar-se por esta área. E a vida fez o resto…quando procurava a empresa para o estágio curricular de final de curso, eis que lhe surge o estágio e o emprego (2 em 1). E assim começara a sua vida profissional na área de estudo, remunerado desde o 1º dia. E ela que de tanto ouvir lá fora, as pessoas dizerem, vais tirar um curso para ficar no desemprego, já tinha começado a procurar alternativas sem ter visto se conseguiria na área. Na  altura andou a ver regimento militar e força aérea, gostava de desafios, e aí poderia desafiar-se, conhecer e superar os seus medos e limites.

Mas quis a vida que ela abraçasse o mundo do design e da publicidade. E aí ficasse 13 anos, a perceber o que é comunicação, como as empresas podem expressar as suas mensagens. Perceber como funciona o processo criativo, como as formas ganham novas formas e como saem do papel para se tornarem matéria. Foi uma mediadora a estabelecer pontes entre criativos, clientes e equipas de produção. A traduzir mensagens, a comunicar, a fazer. Apaixonou-se pelas marcas, pela sua simbologia, a marca como um elemento vivo que conta uma história, que tem uma personalidade e linguagem própria que evolui ao longo do tempo e que traduz uma missão, visão e valores, uma cultura. É um ser vivo em constante mudança, pois é composta por pessoas. Viveu intensamente a sua profissão.

E a azáfama desta vida agitada fez adormecer a sua busca, ficou demasiado ocupada com o mundo lá fora, havia tantos objetivos a alcançar: o sucesso profissional, o carro, a casa… e quando alcançava os objetivos, ficava aquela ânsia por mais, e agora, qual é o próximo? Percebeu que lhe movia o entusiasmo por ter desafios, por iniciar, mas faltava algo e ainda que não pudesse vislumbrar, a pouco e pouco a vida foi convidando para que procurasse dentro.

Percebeu que era importante descansar, cuidar também da sua marca pessoal, nutrir-se, conhecer-se. Surge o convite para que conhecesse a terapia de reiki e sem saber bem lá foi ela experimentar. Não a convenceu. E logo a seguir uma amiga convida-a para uma formação de Artes Expressivas e lá foi por arrasto, para ajudar a fazer número para que começasse, sem que tivesse verdadeiro interesse. Sem que soubesse para o que ia, começam a falar-lhe de chackras, energia e percebe que está num grupo terapêutico de arte terapia. Quis fugir, pois este não era propriamente um mundo em que acreditasse e que de todo quisesse descobrir, mas a sua teimosia de não gostar de desistir, fê-la encarar o desafio. Resistente com os novos conhecimentos que lhe eram passados, foi participando e abrindo pouco a pouco, já que a experimentação foi confrontando-a com dados novos acerca de si mesma. Começara a recordar-se da sua busca, de si. E o reiki volta a bater-lhe à porta e desta vez, ainda com resistências, mas com consciência toma a decisão de fazer a sua iniciação nesta linguagem. E a partir daí enceta a viagem na descoberta do seu mundo interior. Ainda levou alguns anos no toca e foge até que se rendeu. Quando se entra, não há como sair. A consciência traz responsabilidade e liberdade. E disciplinas como meditação, tai chi, dança criativa, expressão dramática começam a entrar na sua vida. O xamanismo começa também a ser-lhe apresentado e vai aprofundando até que começa a reconhecê-la e integrá-la. O coaching surge como complemento e síntese que ajuda a organizar e dar estrutura à compilação de linguagens que já vinha adquirindo. Pois que a psicologia sempre fora uma temática de interesse, perceber o funcionamento da mente e como ela influencia o comportamento, as emoções e determina os valores e crenças. A astrologia, uma ciência que estuda a influência dos astros sobre a personalidade do ser humano, surge também como uma linguagem complementar que a ajuda a conhecer melhor a matriz do ser humano, as dificuldades, o potencial, os desafios e a evolução. E como cada um tem o poder de se transformar, crescer e evoluir, depende da sua vontade e intento para manter o foco, disciplina e compromisso consigo. Descobre as imagens mentais, uma ferramenta transformadora que ao identificar padrões permite transformar, equilibrar através de comandos dados à mente.

E hoje dá uso a todos os conhecimentos que foi adquirindo ao longo das aprendizagens e vai acrescentando sempre. Pessoas é o seu foco, ajudar a que se conheçam e expressem quem são. Os recursos são vários: comunicação empresarial, marketing, escrita, coaching, meditação, reiki, xamanismo, imagens mentais. Expressão corporal, mental, emocional e energética – através do movimento, artística (desenho, modelagem, representação), som e meditação.

Percebeu que a caminhada para conhecer-se a si mesma não tem fim, está no intento, sempre, cada dia e que o caminho vai permitindo que à medida que se descobre os passos sejam mais leves, soltos com respeito e amor. Aprende e partilha e aprende partilhando.

 

Todos temos um brilho e talento especial, o nosso individual, e temos de nos permitir brilhar. O mundo precisa do nosso brilho, da nossa expressão, da nossa essência. E para isso temos que nos despir dos nossos preconceitos e mentiras “do não sou capaz, não consigo”, “o que vão pensar de mim”, “ e se eu falhar”. É preciso amar mais, amar mais a pessoa que sou no meu todo imperfeito, só assim vou amar mais o que me rodeia. Afinal o que está fora, é a manifestação do vivo dentro.”