Auto-estima pelo ser que és

Recordas-te quando foi a última vez que te elogiaste sinceramente? Como está a tua auto-estima?

Aposto que mais facilmente recordas o teu crítico interno, aquele que julga e te diz que podias ter feito melhor ou diferente. E na verdade, se olhares para trás e para o presente vais encontrar vários sucessos teus nos mais diversos campos da vida. Espera-se grandes feitos, daí que as pequenas conquistas não se valorizam, passam despercebidas.

Olha bem para a tua história, para o teu percurso e faz o exercício do que atravessaste para chegares até aqui, este momento. Atravessaste dissabores, derrotas, dores que te fizeram crescer e amadurecer e muitos momentos de alegria, vitórias, conquistas. Tudo faz parte do pacote que é viver. E já paraste, para te agradecer?

Reconhece o teu valor

És um/a guerreiro/a que apesar de tudo continua a querer viver, que anseia estar bem, amar, e fazer a paz consigo mesmo. Começa por agradecer o teu percurso com tudo. Estima o ser que és, o teu valor. Se a única certeza que tens é que vais viver contigo aqui, que possas estabelecer a melhor relação de Amor com esse ser maravilhoso que és.

Estima-te! E oiço frases como, “mas eu gosto muito de mim” e “sei que sou a pessoa mais importante da minha vida” e depois na prática a forma como se tratam reflete o oposto. Gosto muito de mim, mas alimento-me de fast food e comida pouco saudável, não me dou o descanso necessário ou que gostaria, não tenho tempo para fazer as coisas que gosto, não priorizo as minhas necessidades, estou sempre a exigir-me mais e mais no trabalho, não consigo dizer não, estou sempre a tomar conta dos outros… Entre estes, tantos exemplos em que nos demitimos de nós mesmos, a ponto de nem sequer saber o que nos faz falta, o que gostamos.

O piloto automático de estar sempre a dar resposta ao ritmo acelerado da vida diária faz com que te desconectes de ti mesmo. Se não paras para te sentires como vais saber como estás e do que precisas?

É preciso parar, dar tempo a ti para te estimares, para sentires o que te faz bem, o que recarrega a tua energia e o que a drena e acima de tudo apreciar o corpo que habitas, amá-lo e nutri-lo. Assumir quando está cansado, frágil e vulnerável, permitir-se estar em cada fase para que possa descansar, soltar emoções e regenerar-se. Isso é Amor. E amar é aceitar todas as partes.

Começa a escrever a tua história de Amor

Reconhece o teu valor, as tuas habilidades e talentos e recorda que és Amor para começares a amar-te cada dia mais. À medida que vais amando mais as tuas partes vais amando mais o todo dentro e fora. Vais poder ver, escutar e sentir mais Amor à tua volta, porque esse és tu e a tua conexão. E contagia-se por todos os que te rodeiam.

Duvidas? Recorda-te da última vez que te apaixonaste e diz-me se o mundo nesse momento não te parecia mais belo, se não te sentias mais amoroso, brilhante e alegre com a vida? Agora imagina se puderes alimentar essa chama de paixão e amor contigo todos os dias, quão amoroso e sorridente poderias estar diariamente… Experimenta. Aplica. Dá-te um elogio todos os dias, aprecia-te e se quiseres acrescenta uma intenção amorosa para o teu dia também. Intenciona como queres que seja o teu dia, desejando o melhor para o teu crescimento e evolução.

E-book “Eu sou o caminho”

Todos nós em algum momento ou vários nos deparamos com a relação ou não relação connosco próprios, o compromisso ou falta dele. E a famosa disciplina para instituir novos hábitos na nossa vida.

Em plena lua nova de caranguejo, dia 4 de julho de 2016, eis que dou por mim a escrever assim desalmadamente. Tinha o propósito de satisfazer esta vontade imediata de derramar palavras que começaram a ganhar forma e estrutura. E depressa surgiu a ideia de criar um mini-livro com conceitos muito simples e por vezes tão complexos de serem integrados e vividos no nosso dia a dia.

Falo de mim, a minha perspetiva sob as minhas lentes, aquelas com que perceciono o mundo. O meu mundo acima de tudo e também daqueles que assisto pelo trabalho que desenvolvo com pessoas.

É apenas uma abordagem curta de 10 páginas, um cheirinho…. para Despertares um pouco mais, para deixar uma semente, na consciência que TU és o teu caminho.

E como a inspiração não veio só em palavras e na escrita quero também brindar-te com NOVIDADES!

Podes marcar uma sessão gratuita de 30 minutos, por skype. Aí vais poder olhar para ti, onde estás e para onde queres ir. É uma sessão de diagnóstico e reflexão sobre a tua vida. Fica o convite. Para marcares a tua sessão deverás contactar-me para o e-mail, que está mencionado.

Para receberes o e-book basta clicares no botão abaixo e preencheres o formulário com o teus dados.

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Comentários e testemunhos são bem-vindos, pelo que se sentires vontade de expressá-los podes enviar-me para o e-mail: clai.colher@gmail.com

Boas leituras e diverte-te no Teu caminho!

Trabalho

Gosto da premissa “Arranja um trabalho que ames e nunca mais terás de trabalhar”. Frase esta tão simples, e por vezes tão complexa e irrealista.

Muitos de nós podemos estar no trabalho que escolhemos, outros nem tanto, tendo sido as circunstâncias da vida que proporcionaram tais escolhas. O certo é que estamos a desempenhar um determinado trabalho, tarefas, umas que gostamos, outras nem tanto, mas que precisam ser executadas.

As pessoas que estão a desenvolver o trabalho que escolheram como área ideal e mesmo as que não escolheram ou tiveram hipótese certamente já se sentiram saturadas, desmotivadas, ou a “obrigação” de ter de ir trabalhar.

Como é que de repente um “trabalho que amo” se torna um fardo tão pesado? Ou “como é que posso amar um trabalho que não escolhi e que preciso para garantir o meu sustento?”

A necessidade de garantir o sustento, de ter de pagar as despesas ao final do mês, de manter determinado nível económico para pagar todos os encargos, cumprir objetivos financeiros no trabalho onde se está, são por vezes “pesos” que carregamos umas vezes conscientes outras inconscientes e que nos desgastam, fazendo-nos perder o ânimo inicial.

 

Gosto de perguntar, se tivesses os recursos económicos e a abundância necessária para não teres de te preocupar nem trabalhar, o que farias? Qual o teu sonho, o que te dá entusiasmo do fundo do coração?

Trabalho está diretamente associado com uma retribuição financeira, um reconhecimento pelo tempo e dedicação envolvida durante um período de tempo. Costuma-se dizer “tempo é dinheiro” no mundo empresarial. E é neste mecanismo que a sociedade está educada para funcionar. A crise veio-nos mostrar que as fórmulas usadas estão decadentes e aproximou pessoas, fê-las trabalhar de forma mais cooperante para que sobrevivessem. O espírito de interajuda abriu-se e perante as fragilidades de mercado as pessoas viram-se “obrigadas” a mostrar as suas vulnerabilidades, a pedirem ajuda e a dar ajuda. E o melhor, sentiram-se bem com isso. Houve um resgate do lado humano que reside em cada um de nós. Há ainda muito trabalho pela frente… E esta é só a minha perspetiva sobre os factos 😉

Defendo que estamos sempre no lugar certo, na hora certa. Temos sempre duas formas de olhar para o que nos acontece, com aceitação ou resistência.

Se estou no trabalho que amo, quando é que o deixei de amar e porquê? Ao que é que resisto? O que continuo a fazer igual à espera de resultados diferentes? São perguntas que temos fazer a nós próprios e que adiamos fazer, arranjamos todas as desculpas do mundo para não as fazer.

Se estou num trabalho que não escolhi e que não amo, mais fácil se torna de responder. “Só estou aqui, porque preciso de um salário”. Pergunto, será? Estás aí e não noutro sítio qualquer, alguma coisa tens a aprender.

Se fizermos uma reflexão sobre os vários trabalhos que fomos fazendo ao longo da vida, se procurarmos o que mais gostamos de fazer no trabalho em que estamos atualmente, conseguimos identificar o que mais gozo nos dá fazer, quais os nossos pontos fortes. Precisamos de resgatá-los, usá-los mais para alimentar o nosso entusiasmo.

Quando me fecho à vida e mantenho a frase de “não gosto do que faço” resisto e não consigo apreender as oportunidades que me estão a ser dadas para crescer, nem consigo retirar as lições que preciso para me melhorar enquanto ser humano.

Outro dos fatores que vão para além do reconhecimento do trabalho pela retribuição monetária, é o reconhecimento do valor pessoal. Se o meu trabalho é reconhecido pelo “patronato”, “clientes”. Quanto maior for a minha insegurança em relação ao meu valor pessoal, maior será a necessidade do reconhecimento exterior para que valide o meu desempenho e capacidades. E assim entrego o meu poder ao exterior para que me validem.

 

É claro que somos humanos a fazer o nosso melhor todos os dias, podendo ser o nosso pior. E o maior juiz somos sempre nós, o exterior apenas valida a realidade que criámos na nossa mente. Todos e cada um de nós já sentiu por momentos estes “pesos” pesados respeitante ao trabalho que desenvolve.


Algumas dicas para encarar o trabalho com Amor:

  1. Ama o que faz. Por mais desafiante que possa parecer a tarefa que tens para executar, rende-te a ela. Envolve-te como uma criança curiosa, como se fosse um jogo.
  2. Presença. Está presente no que estás a fazer, sem pensar no que tens de fazer a seguir ou no que acabaste de fazer. Mantém o foco. Se for difícil faz uma pausa. Respira fundo 2 a 3 vezes e retoma com a intenção de estares presente.
  3. Faz sem esperares nada em troca. A expetativa de um determinado resultado e/ou exigência de resultados cria pressão sobre o que estamos a executar. Ainda que haja um objetivo a ser cumprido constrói na tua mente “eu vou fazer o meu melhor, usando as minhas habilidades e é tudo o que preciso, o resto já não depende de mim”.
  4. Abraça os desafios. As grandes oportunidades às vezes vêm embrulhadas em papel de jornal amarrotado e se as encararmos como aprendizagens tornam-se mais leves, não há erro, apenas experiências.
  5. Agradece. Agradece por cada tarefa executada. Por cada desafio ultrapassado, pela dedicação e tempo que colocas em cada coisa e entrega ao alto. Confia na vida.

 

 

 

 

Disciplina

Faz a tua parte e nada mais te é exigido.

Quantas ideias navegam a nossa mente entre o que foi e o que será. O revivalismo de quando eu era, quando fazia e agora não consigo, não faço, gostava de resgatar esses tempo. O futuro de quando eu for, quando eu tiver isto, serei diferente. Quando atingir determinada meta conseguirei ser do jeito que quero… E anda-se no limbo entre dois tempos que não existem.

Se sou o autor da minha história, tenho de ser o protagonista dela já. No momento presente, aqui e agora. Dar os passos no sentido da construção. Valorizar o que sou agora com todas as qualidades e defeitos. Mas acima de tudo, perceber onde não aceito, onde não respeito, onde mora o conflito que me traz ânsias, que me faz paralisar e que me mantém insatisfeit@. É aí que tenho de observar, cuidar e trabalhar para mudar esse estado para outro que me satisfaça.

É ótimo estabelecer metas, objetivos e agir nesse sentido, dar os passos, focar na direção. Contudo, nós apressados, queremos tudo para já. E depois entramos em guerra connosco. Então se estou a caminhar, a fazer, porquê que não me acontece?

Ora a vida tem tempos para nós diferentes do tempo que queremos. Gosto muito da frase, “não faças muitos planos para vida para não estragar os planos que a vida tem para ti”. E por vezes podemos achar que estamos bem alinhados com os nossos objetivos, mas para lá chegar temos de trabalhar outras áreas, tomar outros trilhos, amadurecer primeiro, para que o objetivo aconteça. E como estamos tão focados no objetivo não olhamos para os outros trilhos que nos estão a ser propostos, não os aceitamos, pois achamos que não encaixa no que traçámos para nós.
Outras as vezes os objetivos não estão alinhados de todo com a voz do nosso coração, pelo que se não for por ali, por mais que tentemos, a coisa não se dá. Mas mais uma vez se escutarmos, a vida vai dando pistas, para nos colocar no caminho que está alinhado connosco.

Mas acima de tudo, a vida pede disciplina. Disciplina com a verdade que ressoa cá dentro. Que os gestos e atitudes e toda a ação transporte essa verdade connosco. Que sejamos responsáveis com as nossas habilidades, que as ponhamos em uso. Que as pratiquemos como o ar que respiramos. É esse o nosso chamado. E temos duas opções: aceitamos a chamada conscientemente e fluímos com ela ou não atendemos a chamada e fazemos a caminho na inconsciência, o que nos leva por vezes a perguntar “porquê isto, porquê a mim?” E continuarão essas questões enquanto os olhos não se abrirem e os ouvidos não despertarem para atender a chamada.

Faz a tua parte, dá o melhor de ti a cada momento. Dá porque é essa a tua condição e prepara-te para receber, sem esperares nada.

Agenda: Ciclo de workshops – corpo físico_ 27 fev e 5 mar

A Colher desenvolve um trabalho de reconexão do ser com o seu potencial. Desperta a consciência para a essência que nos habita.

Um trabalho de desenvolvimento dos corpos que nos habitam, o físico, emocional, mental e espiritual. E porque há trabalhos específicos para cada um deles, a proposta deste ciclo é focar no corpo físico, na consciência da matéria que somos e como é importante nutrir este corpo para que possamos equilibrar-nos.

 

4 profissionais de áreas distintas vão dar-nos o conhecimento e entendimento de como o nosso corpo físico é constituído, como ele funciona, como se move e como podemos comunicar e expressar-nos de dentro para fora, com a nossa verdade.

 

É uma viagem num ciclo de 4 temas. O corpo físico e o exercício físico, as substâncias que o nosso corpo produz que faz mover a nossa saúde, que nos traz motivação para a ação e que nos proporciona a leveza de nos sentirmos livres e saudáveis. O corpo enquanto energia, os nossos órgãos, a nutrição e como estamos por dentro o que reflete fora. Para depois perante esta consciência do corpo percebermos que o corpo respira, que as emoções e o pensamento circula através do corpo, a nossa fisiologia revela-nos e como podemos alimentar o corpo físico de representações internas que nos possibilitem que nos encham e preencham e construir nesse sentido. E como o que está dentro se reflete fora, a imagem que vestimos espelha-nos, comunica como estamos, beneficia-nos, se assim o permitirmos.

É esta a proposta de 2 sábados (27fev e 5 mar), que possas ir um pouco mais dentro, com consciência do teu corpo e possas ser cada vez mais íntegro na forma como te manifestas no mundo.

 

Informações e inscrições: clai.colher@gmail.com

Local: Ginásio Clube de Faro, em Faro (por cima do NovoBanco na rua de Santo António)

 

Workshop: Redescobrir o essencial_ 28novembro_Beja

Quantas vezes páras para te escutar? Para que aquela voz que te fala por sussurros comunique contigo?

O tempo parece que escasseia e nos escapa entre os dedos entre muitas tarefas e ocupações, há sempre qualquer coisa por fazer, nem que seja ver aquela série de tv que nos sabe a relaxamento (pois colocamos o cérebro em modo pausa, concentrado naquele foco, e ah que descanso bom). O cérebro capta milhares de imagens por segundo e a mente está sempre em modo produtivo oscilando entre o passado e o futuro, detendo-se muito pouco no presente.  E assim nesse modo, chega-se a um final de dia com um cansaço que nos percorre as veias e o corpo que anseia por uma cama para dormir. E muitas vezes ainda nessa cama, o ritmo dos pensamentos é tão acelerado que parece difícil descansar.

E no meio desta turbilhão qual é o espaço que tens para te ouvir, para silenciar e encontrar essa paz que tanto queres e que parece tão difícil de atingir?

 

As respostas, essas, estão sempre dentro de ti, mas por vezes não sabes bem o que procuras nem onde buscá-las, correndo para fora numa busca frenética para encontrá-las. Quando encontras por escassos momentos, rapidamente se escapam por entre os dedos. E voltas a ter de procurar novamente no exterior.

Durante 3 horas no workshop “Redescobrir o essencial” a proposta é que relembres a origem, que redescubras o silêncio, a paz e podes aceder sempre que quiseres. Tens as ferramentas à disposição e podes usá-las. A importância de respirar conscientemente, de te regenerares e a responsabilidade de cuidares de ti.

O encontro com o criador(a) que és através das artes, do fazer, do manifestar nesta dança que é a vida e que tens o poder de criar a tua vida e fazer magia com ela.

Dança, pinta, escreve, vê-te são os comandos para que ouças e sintas a tua voz que te fala por sussurros.

 

Informações e inscrições envia e-mail para: clai.colher@gmail.com